PES do Agrupamento Escolas Básicas Forte da Casa


Um exemplo de Campanha de Prevenção Rodoviária – TAC by António Quaresma

A TAC (Comissão de Acidentes e Transportes) é uma organização  dos estado da Victoria, na Austrália, criada em 1986. O seu objectivo é pagar benefícios e tratamentos para pessoas que estiveram envolvidas em acidentes de viação. Os Fundos utilizados resultam do pagamento anual do registo dos seus veículos, por parte dos motoristas que utilizam as estradas Victorianas.

Uma das suas faces mais visíveis (sendo muitas vezes controversa) é a promoção da segurança rodoviária. (podem saber mais aqui (em inglês)). As suas campanhas abordam muitos dos problemas exaustivamente identificados como factores de risco potenciadores de acidentes (consumo de álcool, consumo de drogas, excesso de velocidade, fadiga, estado do veículo, cinto de segurança … aqui), sendo muitas delas extremamente agressivas em termos de mensagem! Mas … tem tido resultados muito positivos!!

Uma das suas imagens de marca é a defesa da divisa se conduzir não beba

(mesmo que se sinta como um piloto de Fórmula 1)

ou (as consequências vão nos perseguir).

Por fim, deixo o link de um resumo dos 20 anos de campanhas da TAC. AVISO: Não aconselhável a menores de 18 anos ou a pessoas sensíveis … imagens extremamente chocantes (aqui)

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Resultados dos Interturmas (final 2º Período) by António Quaresma
Abril 13, 2010, 13:06
Filed under: Actividade Física e Exercício, Desporto Escolar

Resultados dos Interturmas

do Final do 2º Período

Parabéns a todos os participantes pela adesão em massa e pelo entusiasmo na participação.

Posted by António Quaresma



Regulamentação da Lei da Educação Sexual by António Quaresma
Abril 11, 2010, 12:57
Filed under: Educação Para a Saúde, Educação Sexual

A Regulamentação da Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar, já foi publicada. É a Portaria n.º 196-A/2010 de 9 de Abril, dos Ministérios da Saúde e da Educação. Não acrescenta muito em relação ao enquadramento legal já existente (Lei 120/1999, de 11 de Agosto e o Decreto-Lei 259/2000 de 17 de Outubro) e orientações do Grupo de Trabalho para a Educação Sexual (Relatórios preliminar, intermédio e Final do GTES). No entanto, salienta algumas questões fundamentais, nomeadamente: “a obrigatoriedade de as escolas incluírem no seu projecto educativo a área da educação para a saúde” e “a obrigatoriedade de aplicação da educação sexual em meio escolar devendo ser desenvolvida pela escola e pela família (…)” em parceria.

O papel do Director de Turma é mais uma vez fundamental, conforme se refere a Portaria, em relação aos conteúdos curriculares,(ponto 2 do Artigo 3º)  que “(…) os conteúdos da educação sexual são ministrados nas áreas curriculares não disciplinares, designadamente em formação cívica e completados pelas áreas curriculares disciplinares turma.”

Refere-se ainda à Formação (Artigo 8º), Parcerias (Artigo 9º) e Gabinetes de informação e apoio ao aluno (Artigo 10º)

Contém ainda os objectivos mínimos que transcrevo

Os objectivos mínimos da área de educação sexual devem contemplar os seguintes conteúdos que podem ser abordados nas áreas disciplinares ou nas áreas curriculares não disciplinares.

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

  • Noção de corpo;
  • O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;
  • Noção de família;
  • Diferenças entre rapazes e raparigas;
  • Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às aproximações abusivas.

2.º ano

Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.

3.º e 4.º anos

Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.

2.º ciclo (5.º e 6.º anos)

  • Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;
  • O corpo em transformação;
  • Caracteres sexuais secundários;
  • Normalidade, importância e frequência das suas variantes biopsicológicas;
  • Diversidade e respeito;
  • Sexualidade e género;
  • Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar;
  • Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
  • Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;
  • Dimensão ética da sexualidade humana.

3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)

  • Dimensão ética da sexualidade humana:
  • Compreensão da sexualidade como uma das componentes  mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;
  • Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;
  • Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
  • Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de  acção e tolerância (efeitos secundários);
  • Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;
  • Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;
  • Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;
  • Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;
  • Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Pode consultar a Portaria n.º 196-A/2010 de 9 de Abril aqui

Posted by António Quaresma